A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 29/05/2020

O diálogo sobre temáticas relacionadas ao exercício político do cidadão brasileiro vem se reidentificando. A juventude atual, que é fruto de uma geração que reconhece o ato político como algo natural de uma classe privilegiada intelectualmente, surge inesperadamente empoderada de seu espaço e fala. Apesar disso, ainda é deficiente a participação do grupo jovem em eleições. Medidas transformadoras, em âmbito nacional, devem incentivar a efetivação desta parcela no ato do voto. O filósofo grego Aristóteles classifica o ser humano como “um animal político”, já que vive em sociedade e possui a racionalidade como ferramenta para a compreensão desta necessidade. Em meio à concretização das novas formas comunicação, o jovem contemporâneo brasileiro já enxerga a importância de elaborar seus atos usando a tecnologia como possibilitadora de mobilização. Um exemplo da força política gerada por meio da conexão deste grupo, foram as mobilizações, manifestações e ocupações de escolas públicas pelo movimento estudantil contra a reestruturação do sistema educacional, tomando proporção nacional no ano de 2016. Apesar de compreender a importância de seus atos políticos, a juventude brasileira ainda necessita quebrar a barreira criada por sua geração anterior com relação ao voto. O Brasil encontra-se em um sistema democrático representativo, portanto é valiosa a presença de vereadores, senadores, deputados, prefeitos, governadores e principalmente um presidente com o qual a população se identifique. À vista disso, o incentivo à participação eleitoral não pode tratar-se somente da obrigatoriedade legal. É necessário que torne-se atrativa a interação com o debate político durante a educação básica do brasileiro, fazendo com que não seja entendido como um ataque às diferentes opiniões ou um assunto fora do alcance comum. Através do uso da tecnologia, o jovem contemporâneo incorporou como característica a facilidade de interagir com a existência de uma pluralidade de novas ideias. Portanto é necessária a instrução educacional que acompanhe esta realidade e possibilite acesso ao estudo sobre política e debates com o coletivo. Assim sendo, o Ministério da Educação aliado às Secretarias da Educação estaduais e municipais devem aplicar à grade curricular nacional, em aulas de Sociologia e Filosofia, o conhecimento teórico e também sobre a prática política, assim como o incentivar em escolas a participação efetiva da juventude eleitora brasileira.