A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 30/05/2020

A Grécia Antiga é o  berço de diversas instituições que vigoram até os dias atuais, dentre elas destaca-se a política que era comumente associada à filosofia e aos debates em praça pública. Após mais de 2000 anos, os sistemas políticos passaram por inúmeras mudanças, entretanto, ao invés de fortalecer ainda mais a democracia, no Brasil, o que acontece é uma espécie de retrocesso, pois a juventude, parcela mais ativa da população, parece cada vez menos atuante nas manifestações politicas do país. Isso se dá principalmente à falta de dialogo entre a juventude e políticos, como consequência disso, muitos jovens tendem a se manifestar através das redes sociais que por sua vez, não se mostram tão efetivas quanto as manifestações nas ruas.

A participação da parcela jovem é fundamental para que as transformações sociais possam ocorrer. Segundo o jornal Estadão, um terço dos eleitores brasileiros é constituído por jovens. No entanto, esses jovens, em sua maioria, não são instigados à participação no cenário político, não são levados à refletir sobre os bens comuns na sociedade. Contrariando assim, o processo de formação política que foi utilizado nas Cidades-Estado gregas.

Uma consequência dessa falta de diálogo e incentivo é a diminuição do número de jovens nas ruas buscando melhorias sociais, ao passo que, com o advento da internet no mundo globalizado, a juventude prefere se manifestar através das mídias virtuais. Em conformidade com isso, o sociólogo polonês Zigmunt Bauman traz a definição de “modernidade líquida” que é justamente a falta de solidez das relações sociais, políticas e econômicas. Logo, vom esse pensamento, pode-se enxergar a falta de efetividade dessas relações.

Diante do problema exposto, urge que medidas sejam tomadas. Por isso, cabe ao Estado elaborar campanhas que visem o engajamento político dos jovens. As campanhas podem ser propagadas através de mídias sociais e televisivas, com o intuito de chamar os jovens para rodas de conversas e debates em praças e outros lugares públicos, para que assim, os jovens sejam estimulados a participarem ativamente das relações políticas e sociais do país, e com isso possam dar a solidez necessária para a formação de uma democracia forte atuante, assim como a democracia grega.