A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 29/05/2020
Desde o Iluminismo e, posteriormente, a Revolução Francesa, o caráter participativo acentuou-se expressivamente nas sociedades mundiais. No entanto, ao analisar o cenário de participação política dos jovens no Brasil, nota-se que esse ideal não é visto totalmente na prática. Isso porque o número de adolescentes votantes no país tem reduzido a cada ano eleitoral. Dessa forma, cabe analisar o sentimento de não representatividade e a ausência do governo no incentivo à participação política como fatores fundamentais na compreensão do assunto.
A princípio, é possível perceber que tais circunstâncias devem-se ao número de indivíduos que não se identificam com os ideais proposto pelos partidos brasileiros. A respeito disso, sabe-se que a partir do momento em que um indivíduo não se sente representado pelos ideáis de seu país, tende a deixar de colaborar nas decisões políticas. Isto posto, segundo a enquete realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no ano de 2018, 60% dos jovens entre 16 e 17 anos não se sentem representados pelos candidatos a presidencia, mas ainda acreditam no voto. Com isso, é imprescindível a importância de ouvir mais essa camada da sociedade, uma vez que serão o futuro do país nas próximas gerações.
Outra questão, relevante nesse debate, é a ausência de políticas públicas que visem o incentivo dos adolescentes nas decisões importantes do país. À vista disso, é importante ressaltar que existe nas escolas uma inexistência sobre debates a respeito de partidos eleitorais. Destarte, a enquete feita pelo Unicef revela ainda, que a participação política dos jovens com o direito ao voto facultativo, na escola, é realidade da minoria: quase 70% dos entrevistados dizem “não discutir” ou “discutir muito pouco” dentro da sala de aula. Por conseguinte, cria-se uma sociedade ausente nas decisões políticas, a qual nota-se a urgência de criar medidas que façam com que essas pessoas possam debater mais a respeito da administração do país.
Assim, é fundamental, portanto, que o Estado em parceria com a mídia, promova oportunidades de debates entre jovens e os candidatos a futura presidencia, para que os cidadãos possam expor suas opiniões a respeito do que não concordam em cada partido, com o intuito de garantir que esses indivíduos tenham voz e se sintam representados por seus ideais. Ainda por ações governamentais, cabe ao governo juntamente com o Ministério da Educação, disponibilizar para as escolas momentos direcionados a assuntos políticos, a qual o aluno poderá expressar opiniões e reconhecer a ideologia de cada partido, a fim de interessar-se mais pelos ámbitos políticos. Com a união desses fatores, espera-se alcançar o caráter participativo proposto pela Revolução Francesa e o Iluminismo.