A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 31/05/2020

De acordo com o filósofo grego Platão: “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam.” Nesse sentido, a participação política de todo o corpo social se faz imprescindível para a formação de uma sociedade mais justa e democrática. Todavia, o que se observa no Brasil contemporâneo é uma juventude com desinteresse por participar da política e com pouca atuação ativa no Brasil hodierno. Esse cenário antagônico é fruto da falta de incentivos governamentais e da pouca visibilidade midiática ao tema.

Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. No entanto, o Brasil contemporâneo vai em contrapartida ao que é afirmado pelo filósofo, tendo em vista a ausência de mecanismos governamentais que sejam capazes de estimular o senso crítico, e, por conseguinte, o interesse pela política nos jovens. Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vem diminuindo, ao longo dos anos, o desejo juvenil por atuar em questões políticas. Haja vista, se os jovens não adquirirem o senso crítico serão incapazes de participar da política ativamente, provocando danos ao pleno funcionamento e manutenção da democracia, pois estes estarão mais suscetíveis a manipulação opinativa por parte daqueles que, de fato, possuem interesse pelo assunto.

Outrossim, é imperativo ressaltar a pouca visibilidade midiática com relação à questão do jovem  na política como impulsionador do problema. É perceptível, atualmente, que as manifestações políticas juvenis recebem pouca ou nenhuma atenção por parte dos jornais e veículos de comunicação. Em virtude dos fatos, uma gigantesca parcela da população não toma conhecimento dos assuntos que se relacionam à política, e sobre as funções desempenhadas pelos jovens nesse ambito. Logo, por causa da abstinência midiática ao tema, torna-se, para o jovem, árdua a tarefa de participar ativamente das decisões políticas do país, levando-os a procurar outros meio para se manifestar, portanto, proporcionando uma participação passiva, por meio de manifestações virtuais que geram pouco ou nenhum impacto significativo sobre o país.

Destarte, é necessário que o governo crie medidas com o intuito de gerar o interesse pela política nos jovens. O Ministério da Educação (MEC), deve criar um projeto com foco nos debates políticos nas escolas, por meio de palestras e oficinas que explanem os direitos políticos dos jovens, e como eles podem atuar beneficamente na democracia do país. Tal ação terá a finalidade de estimular o senso crítico  dos estudantes, desde o ensino fundamental menor ao ensino médio, de maneira que fique entendível o papel importantíssimo que a juventude possui para o Brasil.