A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 29/05/2020
Segundo Émilie Durkheim, a sociedade é como um corpo humano, sendo necessário o funcionamento de diversos fatores para que haja perfeita harmonia. Nesta perspectiva, é possível compreender que a participação política é um desses atos que garantem estabilidade ao coletivo. Entretanto, no Brasil, o que se têm observado na realidade, é um desequilíbrio, perante a falta de representatividade do jovem nas discussões administrativas. Isso ocorre devido à ligação da imagem deste grupo à imaturidade, como também, à falta de projetos de incentivo direcionada ao assunto nas escolas, problemáticas essas que implicam à sua solução.
Em primeira análise, é indubitável analisar que o jovem, a todo momento, é considerado inapto de opinar em diversas situações cotidianas. Neste sentido, é válido destacar a “Semana da Arte Moderna” de 1922, a qual não teve sua devida notoriedade por ser composta por “jovens rebeldes” de acordo com a sociedade e o governo da época. Hodiernamente, o que é observado, não difere desta divergência ocorrida no século XX, pois aqueles manifestantes buscavam por maior notabilidade tanto no campo artístico quanto no espaço político, e não foram atendidos devido à “rebeldia adolescente”. Dessa forma, é inaceitável que isso ocorra no contemporâneo, uma vez que o futuro político do país depende desta faixa etária da população.
Em segunda análise, é de suma importância ressaltar a ausência de incentivo como fator perpetuante do problema no Brasil. Para isso, o filósofo Confúcio defende que é preciso corrigir os erros passados para não cometê-los novamente. Diante disso, percebe-se que o pensador chinês reflete, paralelamente, com o imbróglio que ocorreu em 1922 e não foi sanado, e atualmente está suscetível a cometer a mesma falha. Portanto, para que isso não aconteça, é dever do governo disponibilizar programas que incentivam a juventude na sua participação política, para que assim, os equívocos acontecidos, sejam corrigidos.
Destarte, é necessário criar elementos que proporcionam equilíbrio à sociedade. Logo, o Ministério da Educação deve mudar a grade curricular, disponibilizando, por meio das escolas, aulas de “Educação político-filosófica” nas quais os alunos terão conhecimento sobre assuntos da administração do país, construindo o senso crítico baseado em conceitos de pensadores aptos ao assunto, com a finalidade de conquistá-los para essa área e fazer com que aumente, paulatinamente, a representatividade deles neste campo, corrigindo o passado conflituante e adentrando ao futuro promissor jovem do Brasil. Posto isso, o corpo social tornar-se-á saudável, tal qual um corpo humano em perfeito funcionamento.