A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 30/05/2020
À margem do futuro
O Brasil é um país jovem e com isso essa parcela da população representa um terço de todo o eleitorado. Apesar de possuir ,assim, peso expressivo nas decisões políticas, o jovem no geral não participa ativamente no que tange ao assunto. Seja pelo desconhecimento de tal fato seja pela própria cultura vigente. Ao fim, alimenta-se um ciclo de desinteresse por parte da população e ; daqueles que deveriam responder politicamente, o que compromete os direitos e o próprio futuro da juventude.
Dentre os motivadores do baixo engajamento político destaca-se o desinteresse. Isso porque culturalmente a política é encarada como algo complexo e, portanto, de difícil compreensão. Além dessa associação feita, que por si só já gera um afastamento, inexiste um ensino sobre política no período de formação educacional. Por conseguinte, se há desconhecimento o jovem não se vê como parte integrante do sistema, tampouco atua neste.
Todo esse distanciamento em relação aos assuntos políticos não é recente ou por acaso, mas obedece a uma orientação adotada anteriormente. À exemplo disso, a relação clientelista que perdura desde o Período Oligárquico da história. Atualmente isso é evidenciado em época de eleição, quando surgem inúmeras promessas e até de favores; passado um tempo, o que se observa em muitos casos é a não conclusão dos projetos devido a não fiscalização pois, por vezes, o exercício da cidadania é ligado apenas ao voto, o que cerceia os direitos e deveres. Essa mentalidade de descompromisso com o fazer político prejudica o jovem que fica vulnerável a situação de corrupção.
Fruto tanto de uma tradição que desprivilegia todo assunto relacionado ao ser político quanto pela falta de ferramentas educacionais que insiram e conscientizem o jovem acerca de seu papel, reproduz-se um padrão que o deixa a margem das escolhas que dizem respeito a ele. E, assim, a relação do jovem com a política é a do desencontro.