A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 31/05/2020
O ano de 2010 foi marcado pelo início da onda de protestos, conhecida como Primavera Árabe. Ela era contra governos do oriente médio e do norte da África. Tal movimento foi notado pela grande participação dos jovens em protestos físicos e virtuais. No Brasil, os jovens participam da política na contemporaneidade, porém o voto não é o seu principal mecanismo, visto que segundo a Empresa Brasileira de Comunicação, houve uma diminuição no número de votos daqueles entre 16 e 18 anos, quando não são obrigados a votar.
De início, há de se mencionar para ilustrar a participação dos contemporâneos brasileiros na política, as Diretas Já de 1984, quando a população desejava votar diretamente para presidente da república, estando os estudantes como o rosto dessa campanha. Outro momento foi na renuncia de Fernando Collor em 1992, no qual os jovens foram para as ruas queixar-se contra o atual presidente da época, após escândalos de corrupção. Logo, é claro a participação ativa dos jovens na sociedade lutando por direitos e questionando atitudes dos representantes desde o século passado.
Outro ponto válido de ser ressaltado, sendo ele mais recente, é o conjunto de reivindicações de 2013, cujo o destaque foi o tamanho da mobilização social, conquistada por meio do uso das redes sociais. Aqueles de pouca idade, mais uma vez, foram protagonistas das manifestações que criticavam o aumento das passagens dos transportes públicos e os gastos excessivos com as construções dos estádios para a copa de 2014. Mais uma vez isso mostra a presença dos mais novos na política fazendo uso dos recursos como internet.
É notório, portanto, a participação política do jovem no Brasil contemporâneo, sem ser necessariamente pelo voto. Entretanto a questão do voto para aqueles de 16 a 18 anos é sério, já que foi uma conquista feita pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas em 1988. Para amenizar isso, cabe as escolas públicas e privadas de ensino médio com o apoio do Ministério da Educação, organizar palestras e rodas de conversa com professores de história e geografia e com políticos, a fim de mostrar a importância da eleição e como ela deve ser séria, consciente, devendo ter uma cobrança para o cumprimento das propostas.