A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/06/2020

A política, em um país democrático, é a grande responsável pelas mudanças na sociedade, por isso é importante que todos os setores da mesma participe. Todavia, no Brasil, o engajamento do jovem nesta questão é baixíssimo, devido a desilusão e a falta de identificação com partidos. Com isso, o país fica a merce de uma oligarquia que há anos detém o poder.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, a participação de jovens  de idade entre 16 a 17 anos, nas eleições de 2018, foi a menor desde de 2002. Desta forma, fica perceptível a decepção do mais novos com o momento em que o país se encontra, no qual, muitos casos de corrupção e atos não morais foram praticados e apoiado por determinados partidos.  Isso, foi refletidos, diretamente na ausência desta parcela da população nas urnas.

Desta maneira, há uma inversão no significado real de democracia em que o poder não emana do povo, apesar do voto direto, e sim, desta minoria, que faz parte da chamada “velha política”. Contudo, podemos observar que nas últimas eleições candidatos de pouca idade foram eleitos, como foi o caso do Kim Kataguiri e da Tabata Amaral, ambos deputados federais.

Isso, pode ocasionar um impacto muito forte na conjuntura política atual, porque além de aumentar a representatividade jovem, faz com que a população mais nova se sinta incentivada a lutar pelos seus direitos, através da participação na política.

Em suma, para que haja um aumento da parcela da população mais nova no engajamento político, é necessário a ação do Governo Federal, através do Ministério da Educação (MEC). A partir dele, seria implantado na grade curricular dos estudantes do ensino médio a matéria de Ciências Políticas, com o proposito de tentar conscientizar os mais novos da importância deste tema. Somente assim, o Brasil verá uma maior entrada e engajamento dos jovens na política,