A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 30/05/2020

Nas cidades-Estado gregas, a participação do cidadão na política era vista como essencial e era colocada na frente de diversas outras atividades, como o trabalho. De modo divergente, no Brasil contemporâneo, os cidadãos, principalmente os jovens, não possuem a política como prioridade em suas vidas, sendo esta relegada a um segundo plano, enquanto as preocupações do cotidiano têm assumido um lugar de maior relevância. Nesse sentido, é necessário dissertar a respeito da importância da participação política dos jovens na sociedade, visto que o desenvolvimento de opiniões e a articulação de debates é de suma importância para o exercício da cidadania.

Primeiramente, é mister destacar o pensamento do historiador Jean Pierre, que compara a democracia ateniense a um círculo, no qual todos os cidadãos podem expressar suas divergentes opiniões em busca de um consenso, de modo a evitar confrontos. Todavia, na sociedade atual, a população jovem do Brasil tem destinado pouca preocupação quanto à política do país, e, nos momentos em que se envolve no cenário político é, na maioria das vezes, por meio das redes sociais.  Entretanto, em tal cenário nas mídias sociais, é possível observar que ao invés de debates políticos saudáveis, existe uma extrema aversão a opiniões divergentes, sendo possível ver até discursos de ódio quanto ao assunto.

Em segundo lugar, vale mencionar o sociólogo Rousseau, cujo pensamento sobre o surgimento do Estado era de que o convívio com outras pessoas e o aparecimento da propriedade propriedade privada culminaram para a instauração desse, no entanto, o Estado somente seria legítimo quando suas leis fossem criadas para o bem comum. Assim sendo, na sociedade atual, é imprescindível a participação dos jovens na política para assegurar seus direitos e suas visões a respeito do futuro do país. Tal cenário pode ser observado nas manifestações públicas, nas quais a população pode exigir atenção do Estado para algum assunto negligenciado, praticando assim o exercício da democracia.

Portanto, fica claro que a participação política da população brasileira, principalmente dos jovens, é de suma importância e deve ser estimulada. Dessa maneira, o Ministério da Educação, em parceria com o corpo discente, deve adicionar à grade estudantil aulas de debate e discussões sobre política, com a finalidade de desenvolver o pensamento crítico dos jovens, todavia atrelado ao respeito a opiniões divergentes. Ademais, o Poder Executivo deve aplicar políticas públicas que direcionem investimentos para a contratação de professores, que realizem preleções sobre o tema em universidades, a fim de incluir a população jovem no cenário político e ressaltar o papel destes como cidadãos.