A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 01/06/2020
É possível afirmar que a participação política do jovem no Brasil contemporâneo está cada vez maior, porém, mesmo ocupando um terço do eleitorado, este grupo de eleitores não tem condições de mudar o cenário político nacional, tendo em vista o distanciamento dos jovens das práticas políticas aliado ao desinteresse em conhecer questões teóricas de forma produnda.
De acordo com Immanuel Kant, se o homem faz de si mesmo um verme, ele não deve se queixar quando é pisado. Sob tal ótica, podemos perceber que mesmo com o aumento dos jovens na política, este crescimento se dá apenas de maneira superficial, pois há participação dos mais novos apenas em tópicos de interesse da nova geração e não de modo geral. Segundo o jornal O Globo, o número de eleitores jovens diminuiu em 2018 e o principal motivo foi a falta de identificação com o sistema governamental. Baseado no pensamento de Kant, se o jovem faz de si um ser apolítico de modo geral, se torna incoerente reclamar da falta de identificação do cenário.
Vale também ressaltar que o desinteresse por parte dos eleitores inexperientes em se aprofundar em questões teóricas sobre o contexto sócio-político, enfraquece a opinião do grupo em assuntos mais complexos. Conforme disse Apolo Nogueira, o pior erro do homem, é achar e ama profundamente sem conhecer o amor. Diante de tal perspectiva, pode-se dizer que é um erro dos votantes mais novos julgarem que estão tendo participação política massiva, sendo que a presença da maioria se faz apenas de maneira superficial em pontos específicos do contexto geral.
Fica claro, portanto, que para fortalecer a participação política dos jovens no Brasil contemporâneo, o governo federal deve investir em ações que estimulem a atuação de forma intensa dos mais novos em assuntos de caráter do próprio governo, de modo a incentivar o aprofundamento em tais temáticas. Espera-se, com isto, que haja uma mudança no cenário político pelas futuras gerações.