A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/06/2020

Segundo o filósofo Aristóteles, “o homem é por natureza um animal político”. Atualmente, esse viés é potencializado significativamente pelo âmbito juvenil, constatado amplamente pelo surgimento dos movimentos estudantis, levando a uma maior democratização brasileira. Com base nesse cenário, a esfera virtual tem sido indubitavelmente importante e influente para esse campo em sua perpetuação, além da, amplificação de conhecimento das universidades, na condução de uma ressignificação política. Diante disso, torna-se fundamental a deliberação desses aspectos, a fim de entendê-los.

Em 2017, um dos grandes movimentos dos jovens no Brasil - estudantes da Unicamp - pelas cotas raciais, transformaram o rumo da universidade, obtendo a sua conquista. Nesse contexto, é possível observar o impulso e influente força dessa massa social. Contemporaneamente, essas organizações dependem altamente dos meios midiáticos, para a estruturação dessas organizações,  por exemplo, por meio de redes sociais em demandas de compartilhamentos. Do mesmo modo, com a facilidade de acesso a informação pela internet, não existente nas gerações anteriores, essa classe etária têm cada vez mais se adentrado ao contexto político vigente, e se posicionado. No entanto, é indubitável que isso não é uma atitude universal de todos os jovens, contudo, torna-se evidente que é uma classe predominantemente forte. Sendo assim, têm amplo poder de reivindicar seus direitos.

Ademais, o conjunto de eleitorado brasileiro jovem está entre aproximadamente 33% (equivalente a um terço). Uma parcela dessa classe, visa se engajar na esfera política, em consequência da bagagem de conhecimentos do ensino superior, com mais acessibilidade ao saber do contexto histórico e político, levando essa porção a uma mente mais crítica. Logo, os jovens brasileiros expõem suas ideias nas redes sociais, criando uma rede de influências a uma ideologia crítica, com opinião e posicionamento político, criando uma ressignificação da política. Em concórdia portanto, com a teoria da tábula rasa de John Locke, “o ser humano é como uma tela em branco, que é preenchida por experiências e influências”, que leva em consideração as práticas adotadas pelos jovens.

Dessa maneira, fica claro que a importante atuação política dos jovens brasileiros, ainda não é uma atitude universal. Portanto, cabe  ao MEC, difundir uma cultura de criticidade, por meio de ações educativas em escolas, com finalidade de educar jovens para a criticidade política. Ademais, o âmbito familiar, deve conscientizá-los dessa importância, através de debates com os membros, com a finalidade de potencializar a atuação do MEC. Sendo assim, essas ações poderão levar todos dessa faixa etária a formar uma opinião clara do contexto político, votar com convicção estudada dessas relações, levando a uma maior participação política dos jovens no Brasil.