A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 30/05/2020
De acordo com dados divulgados pelo jornal “Estadão”, um terço do eleitorado brasileiro é formado por jovens em idade de 16 a 33 aos, sendo estes mais de 45 milhões de jovens aptos a votar. Esses números demonstram que o problema da participação política do jovem no Brasil contemporâneo está presente de forma complexa na realidade brasileira.
Dessa forma, observa-se que o papel do jovem na política reflete um cenário desafiador, seja em virtude de questões políticas, seja pela lacuna de representatividade. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, os impactos da inconformidade do jovem com a política devido a corrupção e os velhos costumes desleais acabam os afastando, dificultando a resolução desta problemática.
Além disso, os impactos da lacuna de representatividade encontram terra fértil na questão do desinteresse. Há a falta de representantes aptos a propor um diálogo franco e honesto a fim de atrair o voto e o interesse desse público . Desse modo, estabelecer estes diálogo e debates voltados para esse grupo é um dos caminhos para solucionar este problema.
Portanto, para que a diminuição do preconceito político passe a fazer parte da realidade do jovem brasileiro, medidas precisam ser tomadas e para que isso ocorra, o MEC juntamente com o Ministério da Educação, devem desenvolver palestras em escolas de nível médio com o último ano e nas universidades que podem ser webconferenciadas nas redes sociais desses orgãos, por meio de entrevistas com autoridades políticas e especialistas no assunto,com o objetivo de sanar dúvidas, trazer mais lucidez sobre e o tema, e assim despertar o interesse do jovem pela política. Além disso, nesses eventos, é preciso discutir a compreensão dos eventos históricos e conquistas que foram realizadas através da democracia. Por fim, é importante que os jovens brasileiros se encare como peça importante para o seu país, pois, de acordo com Platão, o primeiro passo para mover o mundo é mover a si mesmo.