A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 01/06/2020
Ao afirmar, em sua celebre canção, “mudarão as estações, nada mudou” a cantora Cassia Eller faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. Na Roma antiga, os imperadores usavam a política do pão e circo para dar uma falsa sensação na participação política, afim de evitar rebeliões contra os que estavam no poder. Bem como na atualidade, as redes sociais dão a falsa sensação de participação nas decisões governamentais. Diante disso, vemos que os Jovens são os mais afetados por essa falsa sensação, seja por manifestações políticas na internet ou pela educação deficitária. Deve-se analisar, de início, que as redes sociais são grandes responsáveis pela permanência do problema, uma vez que, elas alimentam esse sistema enganador. Segundo o poeta Emicida, em sua música ele diz, “competição em vão, que ninguém vence”, sob essa ótica, nota-se, guerra para mostrar qual visão sobre o governo está certa, entre os adolescentes. Logo a política fica de lado e a discussão partidária entra à tona.
Igualmente, salienta-se, as escolas como mais uma das causas desse problema, pois a falta de discussões sobre o assunto leva o jovem a ignorância e a cometer os erros nos meios comunicativos. Desse modo, se o limite do mundo de um individuo é o limite de sua linguagem, como aponta o filósofo Wittgenstein a juventude brasileira é constantemente impedida de desenvolver suas realidades políticas e ideológicas, visto que há dificuldade de aplicações desse conteúdo.
Portanto, para que a participação política do jovem no Brasil seja ativa, é preciso uma ação das autoridades competentes. Logo, as escolas, por meio de debates políticos e palestras sobre manifestações políticas nas redes sociais, aos alunos, devem auxilia-los, afim de uma melhor compreensão sobre as ações sociais e comportamento virtual. Somente assim, esse problema será gradativamente solucionado, pois de acordo com Gabriel O Pensador, “na mudança do presente a gente molda o futuro”.