A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/06/2020

Com a proclamação da república em 1889 o chefe do Executivo federal passou a ser escolhido pela população, porém ainda eram poucos que podiam votar e apenas em 1945, com o fim do Estado Novo (período no qual as eleições foram suspensas), esse direito passou a ser mais abrangente e incluir as mulheres. Nos dias de hoje os jovens não estão engajados na política, desperdiçando a conquista histórica do voto, que possibilitaria trazer as mudanças necessárias ao cenário político do Brasil. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, já que jovens entre 16 e 33 anos representam um terço do eleitorado brasileiro.

Deve-se pontuar, de início, que a insatisfação política gerada majoritariamente pela corrupção configura-se como um grave empecilho no que diz respeito ao afastamento dos jovens das questões políticas. A descrença nos governantes e a experimentação de um estado desordenado e com diversas carências, provoca um desânimo em se engajar na política, já que, mesmo tendo o poder do voto, os problemas da nação não são solucionados devido a incompetência e negligência dos governantes.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão do silêncio da mídia acerca do tema, e como defendido por Habermas: a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que o problema seja solucionado, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente, com uma linguagem atrativa a esse um terço de eleitores, aumentaria a chance de atuação nele.

Logo, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre política e incentivem a participação ativa dos alunos nessa questão. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contanto com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, estes eventos não devem se limitar aos alunos, mas serem abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas a participação do jovem na política e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções.