A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/06/2020

Os jovens possuem esperança na construção de um país cada vez melhor. Ligado a tal situação, a proximidade com a política permite o sentimento de participação como cidadão. No Brasil atual, mesmo o jovem relacionando-se com a política por meio da tecnologia, o Estado não tem uma relação política direta com os indivíduos, uma vez que desvia para a linha do marketing.

A princípio, pode-se dizer que a tecnologia facilita a vida política de um indivíduo, permitindo a esse jovem o contato com as diferentes análises do meio. Assim, essa contribuição gera a noção de que a tecnologia é capaz de determinar o mundo, como acredita o inventor norte-americano Steve Jobs ao dizer que “a tecnologia move o mundo”. Nesse cenário, afirma-se que muitos jovens estão engajados na política através das mídias sociais, com uma atuação ativa em compartilhamentos, disseminando informações adquiridas na internet. Dessa forma, a clara participação do jovem brasileiro na política evidencia a sua vontade de estar atento ao futuro do Brasil.

No entanto, a classe política não mantém uma relação de reciprocidade com a população, isso porque, enquanto parte dos cidadãos buscam a familiaridade com o meio, os políticos optam por afastar a população dos acontecimentos. Nesse âmbito, o que se vê é um marketing político, entendido como os eventos de chamamento para o cadastro eleitoral, dias de votação e a divulgação das propostas políticas dos candidatos, evidenciando, assim, uma necessidade de estarem próximos ao povo apenas em épocas eleitorais, com o objetivo de vencer a disputa da eleição. Desse modo, ressaltar os episódios políticos do dia a dia, como propostas aprovadas e outras que estão em andamento, ficam em segundo plano, o que acaba por ser propício a grande parte dessa classe que se liga aos seus interesses particulares. Por esse motivo, o Governo se contrapõe ao princípio de Aristóteles de uma política que deve ser seguida de maneira a ser alcançado o equilíbrio, tendo em vista que prioriza o seu próprio querer, o que demonstra o distanciamento da ideia de harmonia no Estado.

Portanto, é evidente que a tecnologia impulsiona o jovem para a política, mas o Estado prefere criar um afastamento por meio da propaganda política. Logo, é preciso que os jovens brasileiros, através das mídias sociais, criem comunidades políticas para debates virtuais e organização de encontros. Estes encontros devem ocorrer sob a forma de manifestações, para que a classe política veja que o jovem está com o olhar atento a tudo o que ocorre. Paralelamente a isso, é importante que as escolas e instituições de ensino superior abordem o cenário da política para seus alunos, por meio da agregação de uma disciplina sobre política, destinada às séries escolares e cursos de graduação, a fim de que os jovens não permitam que a política continue a se opor ao pensamento Aristotélico.