A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 31/05/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, segurança, alimentação e sobretudo ao voto. Entretanto, o jovem, muitas das vezes desfruta desse direito por obrigação, de modo a não contribuir de forma ativa na política do Brasil. Desse modo, a carência de informação sobre a importância e reflexo da política na vida do adolescente, bem como não sentir-se pertencente à uma parcela significativa nas eleições, são os principais impasses.
Primeiramente, a grande dificuldade está na falta de estímulo a informação sobre a consequência das decisões do voto, visto que, o jovem é ensinado nas escolas sobre o passado e o voto de cabresto, época em que o voto era comprado, mas não consegue enxergar no futuro a importância da representatividade do grupo ao qual faz parte, no âmbito da política. Além disso, segundo o Estadão, um terço do eleitorado no Brasil é jovem, fato que contribui cada vez mais para a participação dessa parcela nos resultados eleitorais, visto que, tem alto poder decisivo.
Ademais, faz-se necessário salientar o individualismo atual, como fator impulsionador do problema, visto que, o adolescente por si só não consegue mensurar tamanha relevância no simples ato de ir votar de quatro em quatro anos, já que não se reconhece enquanto grupo. Diante disso, o que impede a situação de ser resolvida, é carência de planejamento e investimento, por parte das esferas do governo federal, em formação extracurricular nas escolas.
Portanto, medidas são necessárias para resolver este empecilho. Cabe ao MEC, em parceria com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), instituir campanhas informativas nas escolas, por meio de palestras ministradas por professores capacitados em ciências sociais e políticas, com o intuito de contribuir ao discernimento do jovem, no que diz respeito ao voto, de maneira que a importância desse direito seja reconhecida, não somente como obrigação. Só assim, o que consta no texto constitucional dos direitos humanos será plenamente cumprido.