A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 31/05/2020

Durante o período do Regime Militar, o Brasil contou com o movimento civil “Diretas Já”, que reivindicava o direito de eleições diretas para a escolha do presidente da república. os atos reuniam multidões compostas por jovens e adultos que lutavam por participação política. Na contemporaneidade, questiona-se se a juventude importa-se com a política ou busca formas de fazer com que ela se reinvente. Logo, medidas que tragam características positivas para o tema são imprescindíveis.

Primordialmente, a lacuna de conversas a respeito da notoriedade da política e da participação social para o funcionamento e, consequentemente, progresso da democracia propendem a compactuar para a falta de conhecimento e desinteresse dos jovens acerca do assunto, fazendo com que a ida às urnas torna-se meramente obrigatória. Atrelado a isso, muitas famílias preferem ignorar o assunto, evitando discussões fundamentais sobre o tema, ou simplesmente impondo como dever exclusivo da escola.

Em contrapartida, é possível observar grande engajamento da juventude através das redes sociais, discutindo e participando de pautas, movimentando-se para ir às ruas, se manifestar e deixar evidente os seus propósitos e reivindicações. Ademais, de acordo com uma pesquisa do jornal Folha de São Paulo, entre brasileiros de 15 e 25 anos, 29% disputariam eleições e cerca de 34% teriam interesse em ocupar algum cargo público. Dessa forma, mostrando que encontram-se dispostos a participar ativamente da busca por melhorias no país.

Mediante os fatos expostos, torna-se necessário a reversibilidade dos impasses. O Ministério da Educação deve propor às escolas o ensino da importância e da participação do jovem na política, promovendo debates e palestras. Ademais, é crucial que essas discussões atinjam o âmbito familiar, tornando-se um assunto que seja tratado com naturalidade, no qual se respeite os diferentes posicionamentos existentes.