A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 31/05/2020
Um dos maiores símbolos democráticos do Brasil, pós ditadura militar (1964-1985), ocorreu no ano de 1988 com a promulgação da mais nova Constituição da República, que traz como fundamento do país, já em seu artigo primeiro, a cidadania, que pode ser amplificada, e consolidada, com a participação política dos cidadãos; em Atenas, por exemplo, só eram considerados cidadãos aqueles que podiam participar da vida política da polis. Portanto, extrai-se a importância da participação política de jovens no Brasil contemporâneo, visto que, uma das diretrizes da nossa nação é o poder de participar da vida política. Contudo, há uma carência nesse incentivo á participação do jovem na política estatal, consolidada por fatores culturais e sociais presentes em nossa sociedade.
Primeiramente, baseando-se no raciocínio do empirista David Hume, que defendia a tese de que o ser humano compreendia o mundo com as informações ao seu redor, ou seja, o homem, a partir do meio em que ele está inserido, passa a entender a realidade social, e o que ele considera como certo e errado. Dessa forma, ao inserir esse pensamento para o cenário político brasileiro, o que o jovem observará será uma maioria de pessoas do sexo masculino, com idade superior a 45 anos e brancos. Com isso, haverá uma repulsa do jovem a esse cenário, pois ele não faz parte desse cenário, conclui que a política é uma coisa para pessoas de mais idade, que por muitas vezes tem a cor de pele e/ou o sexo diferentes do seu. Diante disso, demonstra-se o quão essencial é aproximar a juventude da vida política, pois eles são cidadãos também e podem sim participar da vida política do país.
Outrossim, como demonstrado pelo perfil do representante político nacional, há uma grande repulsa da sociedade em relação ao poder político, causando um distanciamento da sociedade á essa esfera, em principal das pessoas mais carentes, as quais não se sentem representadas pelo Estado, isso afeta, consequentemente, a juventude desse Brasil mais carente, o qual as instituições nacionais não representam. Isto posto, vê-se que além de uma mazela cultural há, também, uma social, que deve ser mitigada para o incentivo político do jovem no país.
Destarte, é mister a implementação de soluções para a promoção da juventude nas diretrizes políticas nacionais. Em primeiro lugar, é fundamental que o MEC, junto das secretarias de ensino estaduais e municipais, promova, em escolas públicas e privadas, palestras, aulas e debates sobre política no Brasil contemporâneo, embasando crianças e jovens acerca do seu papel político. Ademais, o Congresso Nacional poderia ratificar uma Lei de incentivo a participação juvenil na política estatal, trazendo um programa de benefícios que atraia essa parte da população a compreender o funcionamento político do Brasil e como podem participar disso. Tais medidas atenuariam esse impasse presente no Brasil.