A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/06/2020

Após o fim da Ditadura Militar ocorrida no Brasil, foi organizado um movimento civil, chamado de Diretas Já, liderado em sua maior proporção pelos jovens, no qual reivindicavam por eleições diretas. O Brasil, atualmente, permanece em atrasado quanto às formas de organização de movimentos reivindicatórios eficazes, culminando em atitudes politicas que vão de encontro à democracia. É pertinente analisarmos os elementos causadores desse atraso.

Inicialmente, o acelerado estilo de vida moderno - influenciado pelo avanço tecnológico, facilidade de acesso à informação e velocidade com que as noticias se propagam - representa um dos principais motivadores do exagero que culmina no atraso. Segundo os sites de notícias, a maior parte dos movimentos democráticos que abrangem assuntos políticos são feitos por meio de petições e abaixo-assinados virtuais. Sendo assim, surge a figura do manifestante virtual, que defende seus pensamentos e ideologias sem sair de casa, resultando em um grande comodismo.

Além disso, a preocupação dos jovens com as decisões pessoais do seu futuro culmina no desinteresse às informações do mundo político. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil está passando pela fase do bônus demográfico, a qual indica que população jovem está em maior escala comparada com as demais. Desse modo, se essa camada social continuar deixando de participar, mesmo que indiretamente, do cenário político, afetará diretamente a democracia, já que configuram a maior parte da pirâmide etária.

Portanto, esse atraso que resulta na ineficiência de participações políticas representa uma ameaça concreta não apenas aos indivíduos diretamente envolvidos como a todos os cidadãos que, indiretamente, figuram como vítima de seu legado. Nesse sentido, o Ministério da Cidadania com o da Educação devem ceder informações, por meio de aulas e palestras, das consequências da não-participação jovem na política. Espera-se, com isso, que haja defesa concreta da democracia.