A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 01/06/2020
Em 2013, no Brasil, ocorreu uma manifestação, na qual teve como elemento em destaque as mídias sociais, em que professores e membros estudantis protestavam contra o aumento da passagem de ônibus. Sendo assim, a participação política do jovem na contemporaneidade é importante para a construção de um país mais democrático e ativo. Entretanto, tal participação é um desafio devido aos interesses neoliberais de priorizar o âmbito profissional, e, também, pela falta de diálogo entre o poder público e movimentos estudantis.
Primeiramente, é importante destacar que as redes sociais possui grande influência na construção do conhecimento do indivíduo. Porém, essa busca por autonomia, muitas das vezes, é direcionada para a esfera profissional, visando o mercado de trabalho. Logo, quando ocorre uma crise econômica, o ambiente político-cultural é enfraquecido. De acordo com o filósofo Karl Marx, a infraestrutura (economia) influência a superestrutura (modo de vida social), ou seja, em um mundo capitalista, a economia altera a sociedade.
Ademais, a visão da juventude em relação à escola, como um ambiente construtivo, de relações e pertencimento social, fez com que aumente a busca por pautas políticas direcionadas à melhoria da educação. Em 2015, ocorreu a manifestação “não fechem minha escola”, no estado de São Paulo, em que, o governador da época revogou o projeto devido aos protestos estudantis. Logo, a importância de compreender os interesses da juventude é necessário para o futuro do país.
Em destarte, para que a participação política dos jovens seja concretizada e efetiva são necessárias algumas medidas. O Ministério da Educação, órgão responsável por administrar meios educacionais, junto ao Congresso Nacional deve criar um programa “democracia digital”, por meio virtual, os jovens discutiriam pautas políticas necessárias para o bem estar social, com o intuito de formar jovens interessados na política. Além disso, é imperativo que o Ministério da Fazenda, priorize nas Diretrizes Orçamentais, o direcionamento de verba para as escolas, afim de melhorar a infraestrutura escolar. Para assim, construir uma democracia participativa.