A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 31/05/2020

De acordo com o filósofo iluminista Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Dito isso, devido a incentivo insuficiente por parte das instituições de ensino, a participação política do jovem no Brasil contemporâneo tem sido cada vez mais reduzida. Tal fato pode ser influenciado tanto pela falta de estímulo, por parte do corpo docente e dos mais velhos, quanto devido à questão do engajamento virtual, que obscurece uma atuação mais eficaz na sociedade, e que, portanto, precisa urgentemente ser modificado.

Em primeira análise, a juventude brasileira não é influenciada para a participação democrática de forma efetiva. Com foco — justificável — para o mercado de trabalho e uma formação superior, os jovens não tem espaço para uma mentalidade preocupada com a política de forma geral, não se aprofundando em questões de bem comum para toda a população. A baixa influência do meio docente para que tal atuação politica ocorra, desse modo, faz com que poucos desses jovens participem em atos de democracia. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um em cada cinco adolescentes de 16 e 17 anos tirou título de eleitor em 2018, confirmando que a participação do jovem ainda é muito baixa. O cenário político caótico contemporâneo também é uma causa da baixa atividade de participação dos adolescentes. Ao se depararem com um contexto social desordenado, não se sentem preparados para lidar com uma crise política, voltando suas atenções para questões mais pessoais, como os estudos. É preciso educar os jovens sobre a importância do voto e da participação politica na totalidade para a população.

Em contrapartida, a popularização do ativismo virtual prejudicou o movimento democrático. De acordo com o sociólogo Anthony Giddens, os movimentos sociais — que ocorrem no espaço físico — são a alma da democracia, portanto, extremamente prejudicados pela acomodação causada pela participação política de sofá, pois, impedindo que pessoas saiam às ruas, participando da soberania popular, é mantido apenas o setor virtual, não gerando o mesmo impacto. Enquanto o jovem apenas formar opiniões e não atuar efetivamente para o progresso, tal falta de participação ainda será uma realidade.

É possível observar, portanto, que a participação do jovem na política no Brasil contemporâneo, além de necessária, é sem dúvida importante, cabendo ao Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP) influenciarem, utilizando de mídias digitais e da televisão aberta, a presença politica da juventude, através de campanhas e pesquisas, viabilizando um país onde além de consciente politicamente, é participante, aspirando o progresso.