A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/06/2020

De 1889 a 1930, vivemos o período chamado de a República Velha, que se dividiu entre a República da Espada e a República dos Coronéis, onde o voto era oral e menores de 21 anos, mulheres, analfabetos, mendigos e indígenas estavam impedidos de votar. Por outro lado, somente a partir de 1945, com a instauração do Estado Novo pelo ex presidente Getúlio Vargas o direito ao voto se expandiu as mulheres e deixou a oralidade. No entanto, hodiernamente, na sociedade brasileira, observa-se que mesmo com os direitos conquistados no decorrer dos anos a participação política dos jovens tem diminuído. Em síntese, esse cenário antagônico é fruto tanto da baixa credibilidade dos setores governamentais, quanto da falta de esperança do jovem brasileiro com o país em que vive.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a laboração política dos jovens no país do futebol deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o filosofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à baixa credibilidade dos setores públicos, tendo como exemplo, a operação Lava Jato que no ano de 2018 quando era comandada pelo até então juiz Sérgio Moro já havia prendido mais de cem pessoas. Naturalmente, esse e outros fatos contribuem para o aumento gradual da desilusão e perca da credibilidade política. Desse modo,faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o aumento da falta de esperança do jovem perante a nação  canarinha como promotor do problema. Consoante o escritor austríaco Stefan Zwein que ao mudar-se para o Brasil, e impressionado com o potencial da nova casa escreveu um livro cujo título é até hoje repetido: “Brasil, país do futuro”. Todavia, por conta da baixa expectativa dos jovens brasileiros, percebe-se que as ideias de Zwein não saíram do papel. Uma vez que, segundo dados do portal Estadão cerca de 34% do eleitorado do país é composto por jovens entre 16 a 33 anos, e esses eleitores que representam uma grande parcela da população se sentem desiludidos com o país em que vivem. Logo, indubitavelmente, vê se a relevância de mecanismos coerentes para que esse infortúnio seja abatido.

Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Destarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se de que o Ministério da Educação, promova campanhas publicitárias e palestras, por meio de entrevistas com especialistas em escolas e universidades. Tendo como foco esclarecer o papel das forças políticas e incentivar os jovens a votarem e terem vozes conscientes que envolvam não só os líderes do executivo como o presidente, mas também outros órgãos como deputados. Concluindo, tais debates devem ser fornecidos ao público por meio da mídia, desse modo o candidato a presidência terá apoio e governabilidade e restaurara a política do país.