A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/06/2020
A participação da juventude em meio ao ambiente político brasileiro encontra-se em decrescimento, anualmente. Segundo o G1, no intervalo de 2010 a 2014, o percentual de jovens votantes com idades entre 16 e 17 anos, caiu de 2,3 para 1,6 milhão, dado que preocupa o futuro político do país. Nesse sentido, cabe o questionamento acerca da omissão do jovem em meio ao cenário político no Brasil e suas respectivas causas, sejam elas pelo desinteresse à problemática em questão, ou seu escasso debate adentrado às rodas que permeiam discussões joviais.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar a literal aversão de muitos jovens brasileiros perante à política vigente no país. Notavelmente, seja pela dedicação do seu tempo a outras finalidades, mercado de trabalho, por exemplo, ou até mesmo o esmorecimento trazido a muitos indivíduos, devido aos altos índices de corrupção, são fatores que contribuem para essa renegação política adentrada à população. Hoje em dia, os inúmeros meios de comunicação, como a internet, permeiam o dia a dia da grande parcela populacional jovem, fato que contribui tanto positivamente, tendo em vista a possibilidade de manifestações políticas de forma virtual, quanto negativamente, se usadas como objeto de reafirmação ao asco político.
Além disso, o jovem não tem noção da sua importância na participação política do país. Prova disso, é o descaso do qual ela é tratada ao longo das últimas décadas, adicionada a pouca contundência em sua discussão, atribuindo-a valor mais precisamente em épocas eleitorais, meramente pela exerção do voto, atrelado ao marketing político envolvido no processo. Correlacionado a isso, na série americana, The Society, por exemplo, há a demonstração, na prática, de uma sociedade composta majoritariamente por jovens, fato que acabou por desencadear na criação de uma organização política entre os cidadãos nela inseridos, ambos visando o êxito do corpo social em questão. Caso que evidencia a notabilidade e o papel que a juventude pode desempenhar na estruturação de um cenário político bem sucedido.
Fica claro, portanto, a necessidade de uma participação política mais contundente do jovem brasileiro. Para tal, seria de fundamental importância a contribuição mútua entre Governo e Escola, principalmente, investindo na educação política da juventude, promovendo discussões e palestras a âmbito escolar, tirando o debate somente das redes sociais e trazendo-o para o convívio cotidiano do jovem, propiciando, assim, a conscientização da precisa integração política para um bom convívio em sociedade, pois como dizia o filósofo Platão: ‘‘Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam’’.