A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/06/2020

O século XX, no Brasil, foi marcado por diversas manifestações sociais, tais como: Os Caras Pintadas e Diretas Já. Esses movimentos mudaram o caminho da história, além das conquistas de direitos importantes para a sociedade. Nesse ínterim, é notório que a participação política dos jovens é decisória, sobretudo na contemporaneidade. Isso se deve, em parte pelo aumento da criticidade desse público, bem como a utilização do meio digital como forma de expressão. Vale, portanto, analisar o assunto em voga para reconhecer o valor dessa participação nas questões sociais.

A princípio, é válido salientar, que no hodierno a juventude possui um pensamento mais analítico. Isso ocorre, pois uma grande parcela das pessoas que estão na Universidade ou em grupos de estudos faz parte da faixa etária jovem. Dessa forma, a partir da educação associada ao diálogo, as pessoas desenvolvem o pensamento político. Diante disso, faz-se mister lembrar que para um dos maiores filósofos da antiguidade, Aristóteles, “o homem é um animal político” e o conhecimento ou saber é alcançado por intermédio do diálogo. Vê se, portanto, o motivo da ascensão do pensamento crítico jovem e a importância dos mesmos no trajeto histórico.

Outrossim, é solene citar os meios digitais como ferramentas influentes na política. Segundo o grande escritor e político inglês, Sir Winston Churchill, “não existe opinião pública, existe opinião publicada”. A partir dessa máxima, é visível que para Churchill, o meio digital e as mídias, possuem extrema força nas decisões cotidianas. Logo, em 2013 houve um exemplo dessa força, manifestações políticas, encabeçados por jovens, conhecidas como “vem para rua” foram, com certeza, um dos maiores atos políticos do século XXI. Ademais, recentemente, houve manifestações e até abaixo-assinado virtual, para adiar o Enem ( Exame Nacional do Ensino Médio), movimento exclusivo de pubescentes, que gerou pressão nos campos políticos, e o pedido de milhares foi atendido. Destarte, toda essa participação das camadas com pujantes, apesar de muitas vezes sofrer repressão, são notadamente imprescindíveis e louváveis no âmbito social.

Depreende-se, portanto, que é necessário validar a cooperação juvenil política. Para isso, as Mídias sociais, importante instrumento na disseminação da informação, devem intensificar as propagandas, de cunho social, instigando os jovens a integrar-se na política e nas decisões parlamentares. Isso, por meio de campanhas publicitárias informativas, mostradas rotineiramente em horários nobres da TV e rádio, com o fito de fortalecer as atuações da juvenilidade para dar continuação a essas iniciativas. Quiçá, assim, os direitos adquiridos mediante aos movimentos supracitados no século XX, sirvam de modelo para os jovens modernos no que concerne às participações políticas.