A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 01/06/2020
Os direitos de participação nas decisões políticas variaram durante toda a história. Durante o Período Clássico de Atenas todo homem ateniense com idade suficiente poderia participar. Por conseguinte, durante as guerras napoleônicas, haviam imperadores centralizando o poder, como o Czar russo. Hordiernamente, embora haja ampliação dos direitos, o conceito de cidadania é precário. Se por um lado é necessário a ampliação dos direitos, por outro é preocupante a utilização dos jovens como mera massa de manobra.
Nesse sentido, é essencial analisar o perigo da precoce inserção da juventude na política. Na magistral obra de Liev Tolstoi “Guerra e Paz”, é destacável a opinião da corte russa frente à geopolítica mundial, uma vez que demonstra a defesa do absolutismo, mesmo sendo fonte de guerras e fome. É assim que, na obra que retrata as Guerras Napoleônicas, há um exemplo de como o governo pode manipular os indivíduos por meio de favores, fato que degenera a opinião pessoal. Dessa forma, a inserção deliberada da juventude na política gera a hipertrofia do eleitorado, facilitando discursos baseados em retórica.
Outrossim, cabe analisar a participação política do jovem por outro prisma. Não obstante, a manipulação da opinião dos indivíduos também acontecia na Grécia Antiga, onde aqueles com mais retórica teriam suas ideias atendidas. Nessa óptica, evidencia-se a importância de preparar os jovens eticamente antes de solta-los como massa de manobra na política brasileira. Aristóteles defendia a importância da arte para a formação política, que deve buscar o bem comum, fato que deve ser ensinado para os jovens ingressarem na política com confiança e autonomia.
Cabe, portanto, medidas para garantir a cidadania da juventude. É essencial que o executivo e legislativo articulem-se e aumentem a maioridade eleitoral para 21 anos. Junto disso é indispensável que haja uma reorganização da grade do ensino fundamental pelo Ministério da Educação, favorizando o pragmatismo das ciências humanas, como a sociologia, essencial para o entendimento de como funciona a coerção; e a história, essencial para evitar que erros sejam repetidos por falta de conhecimento. Um aumento da maioridade, sem educação, não trará melhorias na democracia brasileira.