A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/06/2020

De acordo com o Estatuto da Juventude todo jovem deve exercer sua cidadania a partir da participação política em seu Estado ou comunidade. Entretanto, essa não é uma realidade brasileira, já que a falta de atividade política tem tornado-se, infelizmente, cada vez mais um desafio para a sociedade contemporânea.

Em primeiro plano, é válido ressaltar que a falta de conhecimento sobre a legislação cria um solo fértil para o desinteresse pela administração pública e o individualismo. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 50% da população está entre 15 e 29 anos, esse público expressivo não recebe conhecimento ou informação sobre seus direitos e deveres dentro de uma comunidade, assim, muitas vezes os interesses individuais consolidam-se acima de interesses coletivos. Nesse sentido, fica evidente que a desinformação é um obstáculo para a educação e cidadania plena.

Em segundo plano, as consequências de determinada situação se manifestam a partir da alienação da população e da eleição de governos antidemocráticos. De acordo com o filósofo brasileiro Mário Sérgio Cortella, a alienação ocorre quando o indivíduo é alheio a si, ou seja, esse vira um alvo fácil para a manipulação. Nesse contexto, a manipulação gerada pela falta de consciência sobre o papel do cidadão na sociedade pode levar esse indivíduo a optar por governos que retirem direitos desconhecidos por ele.

Torna-se evidente, portanto, que o Ministério da Cidadania em parceria com o Ministério da Educação deve promover oficinas nas escolas, mediadas por professores, que tratem sobre a cidadania e a administração do Brasil, com rodas de conversa e debates. Espera-se com a medida que haja uma conscientização dos jovens sobre a importância da participação política e que o Estatuto da Juventude seja finalmente colocado em prática. Com tais medidas, será possível ajudar a reverter o quadro destacado pelo Cortella.