A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 01/06/2020
Na década de 1980, o movimento de protestos das “Diretas já”, fundamental para a redemocratização do país, além de marcar a história com a participação da juventude brasileira, rechaçou a ideia de que a mobilização da população, revoluciona qualquer sistema político. No entanto, vale discutir se a participação política do jovem no Brasil contemporâneo tem sido efetiva e articulada como outrora, uma vez que o sistema de ensino não prioriza a educação política e a corrupção desmotiva o exercício da cidadania.
A priori, é importante entender que “a educação não transforma o mundo, a educação muda as pessoas e pessoas mudam o mundo”, como bem aponta o filósofo e educador Paulo Freire. Assim, sob essa óptica, o Estado deve estimular e priorizar a educação política nas escolas, a fim de que sejam formados crianças e jovens preocupados em participar ativamente de causas de interesse público. Nesse espectro, a Constituição Federal assegurou à todos o direito social de receber uma educação de qualidade, o qual não tem sido tratado à rigor pelo Estado, uma vez que a maioria da população brasileira não entende o básico sobre política e prefere se abster de discussões relevantes sobre o futuro do País.
De outro lado, o atual cenário político nacional promove um elevado índice de rejeição à política, uma vez que os jovens não querem participar de um sistema que visa manobras lucrativas, frutos da corrupção. Á luz disso, o filósofo Mário Sergio Cortella, aponta que “a cultura da corrupção” pode desestruturar a democracia representativa tão logo não haja participação ativa dos cidadãos brasileiros.
Diante ao exposto, medidas são necessárias para aumentar a participação política do jovem no Brasil. Posto isso, o Ministério da Educação, em conluio com o Poder legislativo, deve viabilizar a educação política como matéria obrigatória nas escolas, por meio de um Plano Nacional de Educação e Lei de Diretrizes Básicas, com aprendizagem elucidativa, a fim de que os jovens voltem a participar da política.