A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 10/06/2020
Durante a ditadura militar no Brasil, o movimento estudantil atuava como uma das frentes da resistência, se opondo fortemente ao modelo político instaurado. Com isso, esse levante popular obteve papel relevante para o fim desse período, através das manifestações das “diretas já”, mostrando a importância da participação política juvenil. Nesse sentido, o engajamento dos jovens em assuntos governamentais permanece sendo essencial na contemporaneidade brasileira.
A priori, cabe analisar a influência da educação. De acordo com John Locke, o Estado possui um contrato com a sociedade, no qual o primeiro deve atender às demandas da população. Sendo assim, uma educação pública de qualidade deve ser garantida, pois consta no Contrato Social. Nesse contexto, o ensino tem a finalidade de conscientizar os jovens acerca de assuntos político-sociais, que abrangem suas esferas cotidianas, impulsionando-os a buscar constantemente melhorias para o país a longo prazo.
Além disso, vale ressaltar as redes sociais. O sociólogo pós-moderno, Manuel Castells, definiu o conceito de cultura digital como parte da nova configuração da sociedade atual. Essa cultura engloba as redes sociais, aplicativos que interligam os indivíduos, ou seja, além do mundo físico, também existe uma vida virtual. Por conseguinte, os usuários, em sua maioria jovens, utilizam desse meio comunicativo para protestar por causas políticas e chamar atenção para diversas pautas relevantes.
Diante disso, para possibilitar, ainda mais, o engajamento político da juventude, é cabível ao Ministério da Educação, por meio do direcionamento de verbas às escolas, a inclusão de palestras e debates sobre política na grade escolar, para que os alunos exerçam plenamente sua cidadania. Ademais, é dever do Poder Público reconhecer as manifestações digitais, através da contratação de profissionais para averiguar as imposições, para que todo tipo de reivindicação seja válida.