A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 12/06/2020

A participação política do jovem brasileiro é garantida pela constituição, porém, a sua obrigatoriedade não, e isso é muito benéfico, visto que, a atenção deles deve estar voltada principalmente aos primeiros passos de sua ascensão no mercado de trabalho. Em contrapartida, a postergação excessiva da entrada nessa esfera pode trazer problemas, pois esses indivíduos não possuirão completa capacidade de exercer política através do voto, além de permanecerem no estado de menoridade, outrora proposto por Kant.

O jovem deve chegar a maioridade para possuir os plenos direitos da democracia. Em sua época, Kant afirmou que, o homem só evita o estado de menoridade quando ele é capaz de, sozinho, interpretar os fatos que lhe são apresentados utilizando-se da razão. De maneira análoga é o que deve acontecer com os futuros eleitores, eles devem conseguir pensar com as próprias cabeças, pois, se não o fizerem, outra pessoa o fará.

Sem a capacidade de exercer política, haverá uma incapacidade de melhora do país. Há uma citação de Aristóteles que explicita a principal motivação que a política deve almejar, sendo essa a felicidade do coletivo, se a população não percebe que isso ocorre, ela deve tentar reverter esse quadro. Por essa razão o jovem necessita realizar essa maior participação, para ele ser capaz de perceber quando há o desvio por parte do governo e clamar pelos seus direitos.

Portanto, para que a juventude brasileira crie uma melhor capacidade de racionalizar sobre temas abordados pelos políticos em Brasília, há a necessidade de inseri-los nesse meio antes de tornarem-se adultos, e essa ação deve partir da sua própria família ou da escola que eles frequentam, sendo essas  as principais esferas onde ocorre a construção do caráter racional e social, devendo ser feita através de incentivos a leituras, palestras, aulas de história política e debates.