A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/06/2020
No filme alemão ‘‘A Onda’’, um professor explica para seus alunos sobre aristocracia. Após terem participado da aula, decidem criar um grupo para a busca de seus ideais e isso resultará, no fim da obra, em uma revolução no lugar em que eles vivem. Entretanto, fora das telas, apesar da maioria dos jovens estarem experimentando uma aproximação com temas políticos, é notório, ainda, o pouco engajamento de uma pequena parcela dos jovens no âmbito. Logo, as consequências da escassez de incentivos no âmbito familiar para exercer o dever de cidadão, são uma das principais causas dessa diminuição na participação efetiva dos jovens, na qual é imprescindível a necessidade de uma intervenção educacional em prol de incentivar uma maior participação do jovem no meio político.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, as manifestações políticas têm um papel fundamental na resolução de problemas que afetam o processo de harmonia social. Contudo, a escassez de incentivos da participação dos jovens, sobretudo familiar, funciona como um agravante do paradigma. Logo, segundo o filósofo Émilie Durkheim, ressalta que a família deve ser o principal membro responsável pela educação e molde do indivíduo. Nesse viés, com o apoio familiar, juntamente com a instrução política, facilitaria o entendimento de uma educação mais expansiva capaz de auxiliar na formação do censo crítico e obteria um maior engajamento político dos jovens.
Outrossim, vale salientar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Logo, quando esta apresenta ausências, estas serão refletidas no cidadão e na sua vivência no tecido social. Sendo assim, promulgada pelo ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à envolver-se na política social e ao bem estar social. Em contrapartida, esses direitos não são efetivamente estabelecidos, pois há a ausência de investimentos em setores básicos e pela ausência de incentivos, no âmbito familiar, escolar, na qual geram uma crescente a falta de interesse da juventude, não ajudando no senso crítico e no seu modo de votar e fiscalizar seus eleitos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. O governo em parceria com o Ministério da Educação, deve promover palestras educacionais e projetos de incentivo ao jovem, por meio da criação de programas de interação social, que visem promover diálogos grupais a respeito de questões políticas e sociais. Além disso, às instituições de ensino devem realizar reuniões que visem instruir aos familiares, a como atuarem para garantir uma educação que estimule o jovem, desde cedo, a exercer seus deveres de cidadão. Pois só assim, com eficácia sobre tais medidas, será possível uma participação ativa e revolucionaria dos jovens.