A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/06/2020
“O homem é um animal político”. O pensamento de Aristóteles, aponta para a natureza humana ser fundamentada na manifestação de pensamentos e e ações, ligadas à vivência em comunidade. Visto que tal ideia possibilita compreender a sociedade como educadora política, de que maneira se dá a participação das gerações mais jovens no atual cenário político do país?
Primeiramente, é sabido que a parcela mais jovem da população apresenta notável vontade em contribuir com a política brasileira. O que é demonstrado pela pesquisa realizada pelo jornal Folha de São Paulo, onde mais de 2.000 entrevistas feitas com pessoas entre 16 e 41 anos ou mais, apontou para um maior interesse de participação por parte dos jovens. O que decerto denota um grande potencial transformador.
Entretanto, a efetiva contribuição da juventude para com a política parece não ser assim tão expressiva, devido à forma como os jovens escolhem manifestar seus ideais e opiniões. Não é mistério que as redes sociais são muito frequentadas por jovens e que também servem como palco para vários engajamentos de caráter político. Dessa forma, percebe-se uma disparidade entre o interesse juvenil pela política em comparação à sua representatividade na rua, isto é, em protestos e manifestações.
Possivelmente, a razão para esse acanhamento em ocupar o espaço e fazer valer o que compartilham na internet, seja reflexo de uma falta de preparo. Portanto, é evidenciada a necessidade de mudar a maneira como o Brasil projeta os jovens para exercerem sua atividade política. Cabe ao Ministério da Educação, enquanto responsável pelo cumprimento do protocolo nacional de educação, financiar, através de verbas públicas, palestras voltadas às ciências políticas a fim de tornar esse conhecimento mais democrático. Dessa forma, poder-se-á tornar o jovem brasileiro preparado para usufruir de seu direito de exercer política.