A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/06/2020
Na década de 1990, a forte presença do movimento estudantil na mobilização dos “Caras Pintadas” contribuiu para o impeachment do presidente Fernando Collor. Mesmo assim, anos depois, o não reconhecimento da importância das ações políticas do jovem brasileiro é corroborado. Haverá maneiras de reverter essa problemática?
Primeiramente, nota-se a relevância das mídias sociais e novos meios de comunicação do ativismo contemporâneo. Prova disso é o engajamento conquistado pelo movimento “#MeToo”. A hashtag divulgada em diversos sites e aplicativos teve como objetivo encorajar mulheres a quebrar o silêncio contra seus abusadores que permaneciam impunes. Dessa forma, a nova geração, criada em meio ao surgimento do advento digital, pôde fazer uso do vasto poder de difusão de ideas para uma ampla variedade de pessoas das redes sociais para fortalecer seu alcance político.
No entanto, há um equivocado descrédito estatal no que diz respeito a representação política juvenil. Isso se fundamenta pela socióloga e professora da UNESP, Loriza Lacerda, ao afirmar que a juventude não tem uma formação profunda e sim uma enorme informação graças aos mais recentes meios comunicacionais. Isso permite que as crenças da futura sociedade brasileira sejam difundidas para que, dessa maneira, seja realizado o pleno exercício da democracia.
Portando, medidas são necessárias para solucionar a questão. Para isso, urge que o Ministério da Educação (MEC), órgão responsável pelas diretrizes educacionais, crie, por meio de verbas públicas, uma agenda escolar que abranja discussões e debates de variados tópicos desde o ciclo fundamental . Tal ação possui o objetivo de preparar academicamente o jovem em sua iminente vida eleitoral. Assim, o brasileiro terá uma participação política com maior validação e respeito do Estado e seus representantes.