A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 16/06/2020

Nos anos 80, o Brasil tinha uma juventude mais objetiva, que se “levantou” em frente ao regime militar e lutou por uma maior participação política. Esse movimento ficou conhecido como “Diretas já”, que mesmo não atingido seu objetivo principal à época, tornou-se um marco na história brasileira. Apesar do papel crucial dos jovens nessa época, nos dias de hoje a juventude se mostra indiferente. O descrédito em relações aos políticos e à intensificação da desvalorização da cidadania são os principais causadores desse desinteresse.

No Brasil, os inúmeros casos de corrupções, o momento de crise em diversos setores da sociedade aponta para uma falência política no país. De acordo com uma pesquisa da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), houve uma drástica diminuição da quantidade de jovens ,entre 16 e 18 anos que votam. Essa falta de interesse, pode resultar em uma maior consolidação de crise política, social e econômica.

Um outro problema é a falta de acesso a uma educação de qualidade que valorize e incentive a participação social. Na Grécia Antiga , a política era importante para a construção de um Estado, onde a escola era influenciada pelo filósofo Aristóteles; estudava-se política como um saber prático e fundamental. Em um Estado Democrático de Direito, o jovem deve compreender seu protagonismo no que se refere a conquistar o bem comum.

É evidente, portanto, que o jovem tem um papel fundamental na construção da sociedade. Cabe ao Ministério da Educação, incentivar escolas públicas e privadas a abordarem mais sobre essa participação. Mostrar, por meio de aulas, um histórico da participação da juventude em eventos nacionais. Junto a isso, colocar todo o conhecimento dos alunos em prática, com a oportunidade de praticarem sua cidadania dentro do âmbito escolar, e garantir uma melhor formação cidadã.