A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/06/2020
Na série americana “The Society” um grupo de adolescentes ao voltar de uma viagem escolar, percebem que todos os moradores de sua cidade desapareceram. Sendo assim, eles precisam instituir uma nova organização política em prol da sobrevivência. Fora da ficção, a ausência de conhecimento político dos jovens condiz com a realidade brasileira, tendo relação direta com a falta de interação na política. Tornando necessárias medidas para motivar os adolescentes a participar das relações públicas.
Primeiramente, é importante ressaltar a falta de conhecimento político na juventude, o que nos leva a concluir a ausência de debates sobre o assunto nas escolas onde a prioridade é a educação do conteúdo, e também nas casas, sendo o assunto, muitas vezes, considerado bastante polêmico e constantemente evitado. Consequentemente esse ato deixa despreparados os adolescentes, deixando-os sem interação ativa. Segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a quantidade de pessoas entre 16 e 18 anos que votam enquanto não são obrigadas vem decaindo, provando o fato supracitado.
Embora, é inegável, o crescimento dos posicionamentos políticos dos jovens na internet, onde, atualmente pode ser também considerada um espaço para debates e discussões. Pois serem mais ativos nas redes, a propagação de fake news é decorrente. A falta de conhecimento torna-os mais vulneráveis a crer e compartilha-las. Entretanto, há muitos que não possuem acesso a ela, visto que na última pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que apenas 67% das casas brasileiras tem acesso à internet, deixando muitos desamparados e sem acesso a informações.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Segundo Immanuel Kant “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Assim sendo, cabe ao Ministério da Educação, estabelecer nas escolas públicas e particulares, palestras semanais obrigatórias, aplicadas por profissionais, que discutam sobre o cenário político atual, junto de debates em que todos os estudantes devem se posicionar e expressar sua própria opinião. Ademais, é de extrema importância, que o MEC invista em grêmios estudantis nas escolas. Assim, os alunos poderiam colocar seus conhecimentos em prática, e vivenciaram desde cedo a vida em democracia, motivando-os a serem mais conectados a assuntos políticos e sociais.