A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 19/06/2020
O pensador Confúcio, ao afirmar, em sua célebre frase, “Se queres prever o futuro, estuda o passado”, promove uma relação direta entre o presente e o tempo pretérito. De fato, a questão da participação de jovens na política no Brasil não se restringe aos dias de hoje, uma vez que a inclusão desses em movimentos nacionais é restrita a poucos momentos da história brasileira, como na campanha “Diretas Já”. Nesse sentido, essa vicissitude apresenta diversos percalços, dentre os quais podem ser destacados a baixa participação do jovem na política, o que se expressa como resultado de uma educação precária, e a dificuldade na consolidação da cidadania e afirmação de direitos desse grupo social. Assim deve-se analisar atentamente essas problemáticas a fim de melhor combater essa dificuldade social.
Em primeira análise é notório que a falta de inclusão dos jovens no âmbito político mostra-se como efeito de uma educação básica não integradora e precária. Isso pode ser discutido a partir da teoria funcionalista de Emile Durkheim. Segundo esse conceito a sociedade comporta-se como um corpo biológico, de modo que, quando parte do corpo social se encontra lesado, essa problemática se irradia aos outros setores sociais. Dessa forma, nota-se que a precarização do ensino e a falta de estrutura nas escolas brasileiras, de acordo com Durkheim, reflete na baixa participação dos jovens na política nacional.
Além disso, em uma segunda análise, é evidente que o exercício político é determinante na construção e afirmação de valores como a cidadania. Isso pode ser analisado à luz da ideia de esclarecimento, do pensador Immanuel Kant. De acordo com essa teoria, quando o ser humano se encontra em estado de menoridade, em que é incapaz de se servir de seu entendimento, mostra-se impróprio a refletir acerca dos acontecimentos de sua realidade. Desse modo, vale ressaltar que a escassa participação política de jovens caracteriza a presença de grande parte desses indivíduos em estado de menoridade, no qual não estão aptos para a consolidação de seus direitos.
Portanto, percebe-se que a questão da inclusão da juventude na política brasileira não se expressa como um problema atual, apresentando diversos desafios à sociedade contemporânea. Nesse viés, para amenizar os aspectos negativos dessa problemática, como a falta de jovens no exercício político, o Estado, por meio do Ministério da Educação, deve criar parcerias com empresas privadas que busquem fortalecer a construção da cidadania. Isso deve ser feito a partir da instituição, nas escolas, de palestras, as quais ocorrerão mensalmente, que visem à abordagem e ao debate de assuntos ligados à política.