A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 22/06/2020
A mocidade brasileira já realizou protestos em 2013, por meio de passeatas contra a falta de serviços públicos de qualidade e aumento das passagens de ônibus. Esse evento evoca uma reflexão acerca da atuação política dos jovens no Brasil atualmente, visto que apesar do papel crucia dessa faixa etária na história das transformações político-sociais, na contemporaneidade a juventude se mostra negligente e indiferente. Nesse aspecto, reconhecer a falta de interesse dos jovens, bem como a ineficácia do Governo como desafios a serem superados do problema em questão.
A princípio cabe considerar que a crise de representatividade somada a necessidade de entrar no mercado de trabalho contribuem para o desinteresse dos jovens pela política. Sob essa ótica, há um descrédito em relação aos políticos devida a uma herança histórica, como frequentes convulsões políticas e muitos casos de corrupção. Além disso, essa apatia se dá pela ocupação dessa geração na busca de uma carreira profissional, o que, paralela as crises, como por exemplo o impeachment de Dilma Rousseff que ocorreu em 2016, faz com que a politica na vida do jovem fique em um plano de insignificância. Logo, esses fatos ratificam o pensamento de Arthur Shopenhauer ao considerar que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca. Assim, é visível a necessidade de ações para modificar esse entendimento e gerar um maior interesse.
Outrossim, a ineficácia do governo contribui para a não participação do jovem no âmbito político. À luz dessa ideia, Paulo Freire afirma que a educação é a peça fundamental à promoção das transformações sociais. Nessa perspectiva, embora a educação seja um direito constitucional, o cenário brasileiro reflete um descaso do Governo relacionada a educação política. Entretanto, existe um marketing político forte, porém, se ocupam apenas nos momentos eleitorais. Logo, não se pode esperar uma determinação dos jovens sendo que eles não são influenciados sobre o assunto. Então, é certo que precisa de melhorias nas ações governamentais para a ascensão dos jovens na política.
Diante dessa problemática, torna-se indispensável a tomada de ações para incentivar a presença dos jovens no cenário político. Cabe, portanto, o Ministério de Educação, promover palestras nas escolas a fim de abordar a questão política fora do senso comum e mostrar a diversidade de formas de atuações políticas e o histórico da participação da juventude nos grandes eventos nacionais – visto que foi de grande mudança para história – além de incentivá-los a formarem representantes e grêmios estudantis, para assim conhecerem e darem a importância para esse setor político com o intuito de gerar transformações sociais e melhores oportunidades para outros jovens com projetos inovadores.