A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 23/06/2020
O governo do povo
A Primavera Árabe foi um movimento com origem no Oriente Médio responsável por derrubar vários governos autoritários. Essa manifestação foi regida por uma grande quantidade de jovens, pois ao sofrer uma árdua repressão governamental, apoiou-se aos meios midiáticos para que continuasse a condenar os abusos de poder nestes países do centro do globo. Assim, percebe-se a importância da atuação juvenil na política, fazendo-se necessária a busca dos fatores que suprimem esse direito e suas soluções.
Em primeiro plano, faz-se necessário salientar que a falta de incentivo à busca de informações referentes à política é um dos principais fatores que atenuam a mudança no cenário governamental nacional. Tal pensamento condiz com o conceito de “alienação” proposto por Karl Marx, já que ao restringir os dados acerca do cenário político, esse fica restrito às minorias oligárquicas presentes desde a fundação desta pátria.
Ademais, quando há fuga à situação passiva de participação política, ocorre uma dura repressão por parte dos grupos dominantes. Tal ação pode ser encontrada em vários momentos da história do Brasil, sendo um deles, a morte dos quatro estudantes paulistas durante uma manifestação popular em meio à Ditadura Militar. Assim, a mazela histórica deixada para as futuras gerações contribuiu para a participação precário dos jovens no panorama governamental atual.
Assim, vê-se a necessidade de uma mudança drástica na mentalidade política da juventude no Brasil. Tal ação seria uma maneira de cumprir o Contrato Social proposto por Locke, pois ao não praticar sua parte no pacto, o governante perde o direito de regulador, e a população pode exerce o direito à ressurreição - atualmente, nas democracias, chamado de impeachment - destituí-lo do cargo.
Portanto, faz-se necessário a implementação da política como matéria obrigatória na Base Comum por meio do MEC - Ministério da Educação -,aumentando o conhecimento sobre o sistema de decisões presente, e por consequência, a participação popular. Além disso, a implementação do direito constitucional a movimentos como passeatas e greves deve ser respeitado, fazendo-se assim com que o passado ditatorial e o não cumprimento do contrato Lockeano sejam transformados no sentido mais literal da palavra democracia: o governo do povo.