A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 24/06/2020
Na década de 80,o Brasil viu uma geração que cresceu em meio à ditadura se levantar e lutar pelo direito de participar politicamente na vida do país por meio do voto.Esse movimento viria a ser conhecimento como"Diretas já",que, apesar de não ter atingido seu objetivo principal à época,tornou-se
Um marco da nossa ainda recente democracia.Alguns,contudo,dizem que,pela forma como os jovens do século aparentemente tratam o voto,foi uma batalha em vão.O questionamento que se faz hoje é se eles realmente não se importam com a política ou se estão recriando o modo de fazê-la.
Em primeiro lugar,precisamos levar em consideração que há um enorme descontentamento com relação à participação pelo voto em muitas democracias pelo mundo.No Brasil,em especial,o momento de crise em diversas esferas da sociedade aponta para uma falência do modelo tradicional de participação política.Segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação(EBC), a diminuição da quantidade de adolescente entre 16 e 18 anos que não votam enquanto não são obrigados é apenas mais uma prova disso.Essa questão,porém,é cultural:fomentada dentro de casa,com famílias que preferem ignorar o assunto a ter discussões críticas sobre o tema,e na escola,que valoriza muito o conteúdo,mas pouco prepara o aluno para a realidade do"ser cidadão".
Contudo,ainda há muito a ser feito para que esse engajamento e essa energia sejam aproveitados em prol da nação.É preciso fomentar o debate e tirá-lo apenas das redes sociais e universidades:política é assunto de família e deve ser tratado de maneira saudável,respeitando as diferenças.É de extrema relevância,também,que se ensine na escola como funciona e a importância de participar,enquanto cidadão, da vida política do pais,com discussões,palestras e até eleições internas.Sendo assim, que sejamos como Gonzaguinha,que acredita na rapaziada,pois eles buscam a manhã desejada