A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 02/07/2020

Na década de 80, o Brasil viu uma juventude levantar-se frente ao regime militar e lutar por maior participação política. Esse movimento viria a ser conhecido como “Diretas já”, que, apesar de não ter atingido seu objetivo principal à época, tornou-se um marco da nossa ainda recente democracia. Apesar do papel crucial dessa faixa etária para transformações políticos-sociais, na contemporaneidade a juventude se mostra indiferente. O descrédito em relações aos políticos e à intensificação da desvalorização da cidadania são os principais causadores dessa apam.Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a falta de credibilidade aos políticos é um fenômeno mundial. No Brasil, destacando os inúmeros casos de corrupções, o momento de crise em diversas esferas da sociedade aponta para uma falência do modelo tradicional de participação política. Segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), há uma diminuição da quantidade de adolescentes ,entre 16 e 18 anos, que votam sem estarem na faixa da obrigatoriedade.Essa falta de engajamento, a longo prazo, resultará em uma maior consolidação de crise política, social e econômica, bem como à ameaça da própria cidadania.