A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 15/07/2020

Na década de 80, no Brasil, ocorreu o movimento “Diretas Já”, em resposta ao período ditatorial, que buscava a democracia efetiva. Nesse sentido, torna-se de extrema importância a interação entre indivíduos, principalmente jovens, nos princípios organizacionais brasileiros, na qual representam a atuação política. Todavia, esse contato encontra-se em déficit, uma vez que frustações advindas de governos corruptos, interferem em tal ato. Desse modo, a ausência da educação política, somado a invisibilidade dos movimentos utilizados pelos adolescentes, são tribulações no envolvimento em processos estatais.

A priori, o filósofo suíço, Jean Jacques Rousseau, elaborou o conceito de “contrato social”, que idealizava o desejo coletivo exercido de forma direta, relacionando-se ao sufrágio e a prática política. A partir disso, a educação assume a função de instruir a população acerca da complexidade do tema, já que sem o mesmo não ocorre a reivindicação dos direitos sociais do indivíduo. Outrossim, ocorre o aproveitamento de tal falha pelas autoridades, que utilizam da inocência política para realizar atos corruptos. Dessa maneira, cria-se um ciclo vicioso, que é alimentado pela insatisfação e escassez didática.

Por conseguinte, é evidente que ações políticas ocorrem em todos os meios e principalmente na internet, na qual a geração Y utiliza desse âmbito para articular movimentações e discussões. Contudo, devido ao baixo engajamento em problemas estatais dos jovens, várias mobilizações e campanhas passam despercebidas, uma vez que o entretenimento ocupa o espaço do conhecimento. Entretanto, essa esfera ganha articulações políticas desde 2014, com as campanhas presidenciais. Com isso, manifestações juvenis ganham força e voz, além se serem incentivos para instruir-se sobre o tema.

Em suma, é evidente que a atuação adolescente em procedimentos governamentais, no século XXI torna-se de extrema importância. Assim, cabe ao Ministério da Educação, criado em 1930, desenvolver projetos públicos que dissertem sobre tribulações sociais, por meio de parlamentos juvenis e debates, com o objetivo de promover conhecimento prévio e engajamento em questões estatais. Bem como, é dever das mídias sociais – Instagram, Twitter e Youtube – estimulares a discussão política, por intermédio de abas ou plataformas voltadas para tal função, a fim de desenvolver oportunidades de interação política. Logo, de modo gradativo, esses indivíduos exerceram sua cidadania de maneira mais eficiente.