A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/07/2020

Dantes, as Jornadas de Junho de 2013 foi um marco na história do Brasil, tendo em vista as manifestações caracterizadas pelas reivindicações populares, em grande parte a população jovem, na busca de melhorias nos setores públicos: saúde, transporte e educação. Ainda assim, hodiernamente é notório a falta da participação de adolescentes no ato de manifestar seus direitos e cumprir seus deveres. Neste sentido, tanto o comodismo e a indiferença dessa faixa etária na prática das exigências de seus direitos quanto a desinformação das formas de engajamento dos jovens em prol de melhorias sociais acarretam na ausência ativa do público juvenil em práticas políticas.

Primordialmente, é imprescindível a compreensão da existência de uma cultura comodista dos jovens nas participações em manifestações, em que se limitam em ações virtuais as quais não apresentam a mesma eficácia no ato em ir às ruas. Além disso, consoante dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a diminuição da quantidade de adolescentes entre 16 e 18 anos que não votam enquanto não são obrigados comprova a indiferença e descuido desse público com a política nacional. Sendo assim, necessário a mudança de pensamento e atitude no que desrespeito ao engajamento físico juvenil no ramo político.

Em segunda análise, de acordo com Nelson Mandela, escritor e ex-presidente, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Ademais, em consonância com o cenário brasileiro, a falta da educação política aos jovens sobre as maneiras como podem atuar na busca do progresso político resulta na inatividade desse público, e na persistência dos velhos hábitos, corruptos e desleais políticos. Dessa forma, é essencial ações que alterem o panorama atual do Brasil, em busca da maior formação e conhecimento no que tange a estrutura administrativa nacional.

Em virtude dos fatos mencionados, cabe ao governo, junto às empresas privadas, expandir projetos de políticas afirmativas, por meio da implementação de “cotas” e benefícios para participantes de movimentos sociais, a fim de incentivar a presença da juventude nas ações. Além disso, o Ministério da Educação poderia criar, nas escolas e universidades, uma cultura de criticidade, mediante disciplinas afins para discussão do tema, com o fito de desenvolver conhecimento e opinião, bem como mostrar  as diversas de formas de participação política.