A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 30/08/2020
O conceito de entropia, da Física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das Ciências da Natureza, no que concerne o engajamento dos jovens na política no Brasil atual, percebe-se a configuração de um problema entrópico, em virtude do caos presente na questão. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange à questão do desinteresse do jovens nos assuntos relacionado á temas político , que persiste influencia-do pela falta de debate, além do cenário desanimador das questões políticas.
Em primeiro plano, evidencia-se que a falta de debate é um grande responsável pela complexidade do problema.O filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno temas políticos, visto que, ainda é um tabu falar de política e religião, ou assunto que gera brigas e atritos nas relações humanas. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida.
Além disso, outra dificuldade enfrentada para engajamento dos jovens brasileiros é o formato político atual, no qual obriga os jovens de 16 anos ir as urnas, mas impede, a candidatura de pessoas menores 35 anos para presidência. Conforme Aristoteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, o sistema deseja apenas o voto do cidadão e não encontra o respaldo político necessário para mudanças e dialogo com a sociedade brasileira o que dificulta a resolução do problema.
Desta forma, são necessárias mudanças no papel do jovem na politica.Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates no ambiente escolar sobre a importância dessa faixa etária nos assuntos que tange a política. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas do papel dos brasileiros na política e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções. Assim, a proposição de Foucault se tornará menos aplicável à realidade brasileira atual.