A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/08/2020
A contemporaneidade trouxe consigo grande facilidade de acesso à informação, principalmente, através da internet a qual tornou-se inseparável da vida do jovem. No entanto, os meios tecnológicos não fizeram com que os jovens despertassem interesse pelo meio político, assim aponta um estudo revelado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o qual disse, em 2017, que 59,6% dos mesmos não achavam necessário saber sobre política. Situação essa, extremamente lamentável, pois a política é essencial para um futuro estável em todos os âmbitos de uma sociedade.
É incontestável que a política seja suja e esse fator levou ao grande desinteresse por tal, pois a mesma descredibilizou-se perante a sociedade brasileira, devido aos escândalos de corrupção e total descaso com a população no quesito dos direitos fundamentais, como saneamento básico, saúde, educação e segurança as quais andam de acordo com o Governo. Entretanto, se desligar da política não é a melhor maneira de mudar o caminho de nosso país, porque a população elege os representantes, mas elege-los e virar as costas é o mesmo que cometer suicídio, tendo em vista que esses traçarão o futuro econômico e social, entre outros.
Dessa maneira, todos esses paradoxos são apenas reflexo do frágil sistema educacional, isto é, com educação de qualidade cria-se indivíduos críticos, criativos e com visão de futuro, porém o que realmente se vê é o contrário do certo, principalmente nas redes de ensino estadual e municipal, ou seja, criou-se uma classe de indivíduos alienados, sem criticidade, sem visão e com alto índice de comodismo como insinuou uma manchete do Canal do Ensino, em 2016. Desse modo é imprescindível que os costumes sejam modificados e que a juventude mude seus conceitos para não deixar o Brasil nas mãos de políticos corruptos que possuem intuito de favorecerem a si próprio.
Assim sendo, o Governo Federal, em parceria com a casa legislativa, deve reinstituir o sistema educacional, incluindo, na carga horária, aulas direcionadas à política e suas ideologias, com foco nos erros cometidos interna e externamente ao lon8da história, fazendo com que surja visão no que realmente importa e impulsione o sentimento patriota na busca de reascendê-lo e apagar a “Velha Política” idealizada no Brasil. Ademais, criar também o programa nacional “Da Nossa Prova, Nosso Novo Fazer” o qual por meio de uma prova anual, escolherá uma turma do Ensino Fundamental para passar 15 dias úteis no Congresso Nacional e colocar em prática algum projeto promissor ao país. Contudo, se assim for feito, a Política mudará, e isso é o necessário, pois precisamos dos jovens ativos na política para que possam mudar e fazer a diferença no cenário da República Federativa do Brasil.
Por Alisson Dinis