A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 12/08/2020

Cabe considerar que a participação política do jovem no Brasil contemporâneo não é tão efetiva como deveria. Isso ocorre devido à normalização da corrupção somada ao analfabetismo político existente. Logo, medidas que visem modificar tal realidade devem ser adotadas.

A princípio, vale ressaltar que o cenário político brasileiro, historicamente, foi marcado por corrupções, como era feito, por exemplo, no chamado Voto de Cabresto. Nesse sentido, o jovem normalizou esses acontecimentos, tais quais os fazem perder o interesse pela política e, consequentemente, não participam ativamente. Assim, para evitar o comodismo, o sociólogo Mário Sergio Cortella aborda em seus estudos a importância de cuidar da ética para não anestesiar a consciência e normalizar os fatos.

Paralelamente a isso, segundo o médico e escritor Augusto Cury: “Uma criança de sete anos tem mais acesso à informação  do que um imperador romano no auge de Roma”. Entretanto, somente acesso à informação não assegura o conhecimento, visto que, a internet, por exemplo, propiciou essa acessibilidade, porém, não necessariamente o engajamento político entre jovens. Por outro viés, não se é ensinado nas escolas sobre os princípios da administração pública, direitos e deveres de cidadãos e representantes, nesse contexto, formam-se analfabetos políticos incapazes de participarem com afinco da política regional e nacional.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação incluir na grade curricular dos ensinos fundamental e médio, matérias de direitos civis e política, ministradas por estagiários dos cursos de direito e administração pública, de maneira simplificada e prática para cada série. Isso deve ser feito por meio de um projeto de lei, cujo objetivo seja promover a alfabetização política dos jovens e promover sua maior participação política.