A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/08/2020
Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do pré-modernista Lima Barreto, o autor enfatiza, por meio do personagem principal, a visão de um Brasil sem defeitos. Todavia, em pleno século XXI, o país apresenta uma faceta contraditória a esse ideal, devido a falta da participação política do jovem no Brasil contemporâneo. Desse modo, é necessário que haja o estímulo ao estudo da política nas escolas e que a mídia facilite a disseminação de assuntos políticos.
Em síntese, o distanciamento político do jovem brasileiro atual surge a partir do momento em que as escolas brasileiras, públicas ou privadas, não proporcionam uma formação política básica, por falta de leis que estabeleçam obrigatoriedade e uma estratégia para abordar o assunto. De acordo com uma pesquisa feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de eleitores jovens caiu 14%, no qual mostra que os jovens não votam enquanto não são obrigados.
Ademais, o aumento da divulgação através da mídia atual, por meio da internet, gera uma rede de informações, nem sempre confiáveis, que leva o jovem, sem entendimento político, se basear em opiniões que não condizem com as suas e votarem apenas para concordar com o influenciador digital. Em adição a tal fato, programas jornalísticos afastam a população da política por falta de maneiras atrativas, tornando algo complicado e maçante.
Sendo assim, medidas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, que o Governo, na figura do Ministério da Educação utilize mecanismos que interessem os estudantes sobre a importância da política, a fim de conscientizar e incentivar a participação dos jovens na política. Além disso, é vital que as emissoras de televisão mudem a forma de abordar a política em programas jornalísticos, de modo a ser mais dinâmico e explicativo, facilitando o entendimento. Assim, pode-se-á transformar o Brasil em um país sem defeitos