A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/08/2020

Movimentos de Maio de 1968. Causa Hippie. Manifestações da Contracultura. O poder da participação juvenil já se mostrou presente ao longo do tempo, seja questionando absurdos políticos, seja indo contra valores impostos questionáveis impostos socialmente. No entanto, na contemporaneidade, a população jovem mostra-se cada vez mais longe do cenário político, muito por causa dos problemas de corrupção que assolam o palco nacional e mundial, além do ambiente monótono que se tornou a política. Dessa forma, tona-se imprescindível ações que atenuem essa problemática e façam valer a verdadeira democracia - governo do povo.

Mormente, os problemas de corrupção que afetaram o cenário político brasileiro nos últimos anos desviaram ainda mais a atenção dos jovens, que hoje estão cada vez mais atônicos em relação às maneias de governar estabelecidas nacionalmente. Tal máxima encaixa-se nos dizeres do pensador moderno Immanuel Kant, já que ao ao enxergar o estado do modelo governamental do Brasil, a juventude vê-se desacreditada e inibe sua participação. Em vista dos trechos supracitados, fazem-se necessárias ações rigorosas que aumentem a participação nacional juvenil em meio à governança nacional.

Além do exposto, outro fator primordial para a pouca participação juvenil na política nacional é o fato de que ela é cada vez mais monótona aos olhos desse grupo social. Tal advento contradiz os princípios do filósofo grego Aristóteles, que ao afirmar que todo homem é uma animal político, esse pensador da antiguidade demonstra que o engajamento em causas de governo é primordial para a construção de uma sociedade mais bem organizada. Assim, fica evidente que ações voltadas a essa ramificação de pessoas é urgente, pois só assim o modelo de democracia será cumprido.

Ademais, o ambiente escolar também contribui para que o modelo governamental nacional seja cada vez mais monótona. De fato, a importância dos centros educacionais para a construção e desconstrução de pensamentos é notória, no caso dos alemães, na Segunda Guerra Mundial, tais localidades eram usadas para implementar mentiras e convencer os estudantes a apoiar o Nazismo. Dessa forma, deve-se impulsionar o fator transformador escolar e direcionar os alunos à criticidade política.

Urge, portanto, a necessidade do Estado, por meio do Ministério da Cidadania em parceira com as escolas de todas as esferas, criar projetos voltados à educação política ( como o PJM - Parlamento Juvenil do Mercosul), por meio de verbas destinadas a essa esfera social, para que os alunos sejam cada vez mais engajados no cenário político nacional. Assim, o dizer de Aristóteles implementará-se.