A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/08/2020

Nos anos 1980, uma geração inteira cresceu lutando pelo o direito ao voto, criando o movimento conhecido por “Diretas Já”, que mesmo não atingindo seu objetivo principal imediatamente, tornou-se um ícone da democracia brasileira. Porém, desde os anos 2010 os numeros de jovens votando entre os 16 e 18 anos têm diminuído em até 30% em alguns estados, segundo a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Primeiramente, deve-se destacar a desconfiança generalizada no sistema democrático, que cresce a cada dia, principalmente por causa de exemplos como a Bielorrússia, que há vinte anos é governada pelo mesmo “presidente”, e nas últimas eleições o ditador recebeu 80% dos votos, em eleições claramente falsificadas.

Além da incredulidade no sistema, a baixa taxa de votação dos jovens se deve ao próprio desconhecimento da política, que não é discutida nas escolas. A grande maioria da juventude sequer sabe como a divisão dos poderes funciona, uma característica fundamental do estado de direito moderno.

Logo, conclue-se que os problemas que levam os jovens a não votarem são principalmente culturais e educacionais. É necessário a criação de um progama, por parte do ministério da educação, para a criação de uma nova matéria nas escolas: a Política. Para a sala de aula não ser sempre influenciada pela ideologia do professor, os alunos que darão as aulas, e serão organizados debates mensais, como forma de teste dos estudantes.