A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/08/2020

A participação política do jovem no brasil contemporâneo

Os jovens aptos a votarem (entre 16 e 17 anos), no ano de 2018, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, eram aproximadamente 1.400.617, sendo que a população total de jovens nessa faixa etária era de aproximadamente 6.489.062, ou seja, apenas 21% havia tirado título de eleitor, na análise destes simples dados, já é perceptível a falta de interesse e esperança dos jovens a votarem atualmente em nosso país, fatos esses que podem ser desencadeados pelos próprios políticos e o sistema judicial, os quais causam repúdio, pela quantidade de políticos que cometem infrações e crimes, não sendo punidos adequadamente, por consequência, esses fatos causam desinteresse e falta de esperança principalmente nos jovens, pois o voto não é obrigatório nessa faixa etária.

Essa falta de interesse nas relações políticas, se dá não apenas pela falta de incentivo por parte do governo, que falha em não promover a conscientização e o engajamento dos jovens na política, mas também pelo grande número de políticos corruptos e governos abusivos que passam pelo poder de nosso país a muito tempo, para se ter ideia, no ano de 2019 o Brasil ficou na posição 106 no índice de percepção da corrupção em que quanto mais baixo o número é, menos corrupto o país é considerado.

A operação lava jato é uma das grandes combatentes a corrupção no Brasil, a qual está em andamento pela polícia federal, e já soma mais de 844 mandados de busca e apreensão, segundo dados da polícia federal. A lava jato é uma iniciativa para o combate a corrução e lavagem de dinheiro no Brasil. A corrupção é um problema tão recorrente no Brasil, que citando nos casos mais recentes, os últimos três presidentes foram acusados, entre eles Michel Temer acusado em 2019 de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, além dele temos o Luiz Inácio Lula da Silva, que foi condenado em 2017 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e Dilma Rousseff foi acusada também em 2017 por organização criminosa e obstrução de justiça.

Para a diminuição de crimes cometidos pelos políticos, e maior transparência e ética por parte desses, podemos citar que, por meio do Poder Legislativo do Brasil, a lei número 8.429 de 2 de junho de 1992 da improbidade administrativa, a qual regula atos ilegais realizados por agentes públicos, deve ser mais rígida em relação ao tempo das condenações, e não permitir, em nenhuma circunstância os regimes aberto e semi-aberto no caso de políticos, junto disso devem ser realizadas propagandas pela secretaria da comunicação, as quais devem ser reproduzidas em horário de alta audiência em canais abertos de televisão, para o incentivo e conscientização dos jovens do quão importante são a decisões  políticas para o futuro do país.