A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/08/2020

.                                          A participação do jovem brasileiro na política

O surgimento da política se deu na Grécia Antiga, aproximadamente no século VI a.c. Em decorrência desse período, ela não era como é hoje, pois dizia respeito exclusivamente à organização das pólis, as quais eram cidades-estados que se governavam entre si e foram pioneiras na democracia. Atualmente, a falta de interesse dos jovens em participar e discutir sobre a política tornou-se um grande problema, pois com a falta de conhecimentos acerca desse tema, fica ainda mais complicada a relação da juventude com a comunidade, sendo de extrema importância discuti-la no momento atual.

Em uma primeira análise, vale ressaltar que o direito de votar aos 16 e 17 anos foi conquistado durante um movimento estudantil, organizado com o objetivo de pressionar a Assembleia Nacional Constituinte de 1987 a 1988. Desde então, “Se liga, 16!” tem sido uma campanha permanente no Brasil, formada com o apoio de entidades como a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) e da União Nacional dos Estudantes (UNE), com o intuito de conscientizar os jovens de seus direitos democráticos e consequentemente, que tirem seu título eleitoral, se informem e acompanhem os candidatos escolhidos.

Em síntese, devido ao pouco conhecimento que os jovens possuem sobre a política e ao estímulo escasso da família e das mídias, acaba-se por não ver os mesmos tomando liderança em suas participações eleitorais. Em prova disso, segundo dados coletados do G1 da Globo, o TSE informou que 147,9 milhões de brasileiros poderão votar nas eleições municipais deste ano, 2020. Desse total, 1.030.563 são jovens de 16 ou 17 anos, o equivalente a 0,7% do eleitorado. Nas eleições de 2016, esse número era de 2,3 milhões, representando 1,61% do total de eleitores. Dessa forma, demonstrando baixas no número de eleitores e consequentemente ocorrendo uma desconexão entre candidatos políticos e eleitores jovens.

Em vista dos fatos descritos, é necessário que o Governo em conjunto com o Ministério da Educação propunha cursos e palestras de forma virtual e gratuita, pois atualmente a internet se demonstra como um dos meios de comunicação mais utilizados no mundo, proporcionando uma globalização muito ágil. Seguinte dados coletados do site Agência Brasil, cerca de 82% das crianças e adolescentes são usuárias da internet, correspondendo a cerca de 22 milhões usuários dessa faixa etária no Brasil. Logo, com o acesso facilitado à internet, acredita-se que a educação política passará a se tornar mais discutida na juventude, gerando assim, uma maior procura e interesse sobre o tema e consequentemente um aumento no número de eleitores jovens.