A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 21/08/2020
Em 1922, “Os caras pintadas” era como se chamaria o movimento predominantemente jovem, que teve como principal objetivo o impeachment do presidente Fernando Collor. Na contemporaneidade, a juventude desempenha um papel essencial na política e constituem um terço do eleitorado brasileiro. Desse modo, evidencia-se a premência de conquistar os jovens, através de um olhar mais atento e de criação de medidas públicas, por parte das escolas e da política brasileira.
Cabe pontuar, em primeiro plano, que a falta de projetos éticos, de comprometimento com mudanças e o crescente número de escândalos e descalabros administrativos, espanta os jovens. De acordo com o Instituto Data popular, mais de 62% dos jovens pensam que o Brasil não está no rumo certo, à vista disto, explicita-se a necessidade dos políticos em criarem medidas públicas atrativas, além de oferecer bons exemplos, valores e princípios éticos.
Concomitantemente, a escola como vetor de transformação social, deve objetivar a formação e o desenvolvimento do pensamento crítico dos alunos, para que a juventude exerça todo vigor e força de vontade na política, visto que eles irão compor o eleitorado político no futuro. Parafraseando Gabriel o pensador, se houver mudanças no presente, incentivos e bons exemplos, automaticamente estarão moldando o futuro, o que irá acarretar impactos positivos no cenário político brasileiro.
Em virtude dos fatos mostrados, para que exista a participação ativa dos jovens, o Ministério da Educação em parceria com as escolas, deve promover a maior capacitação dos professores, por cursos relacionados à política, para que eles estejam aptos para ministrar aulas e rodas de debates sobre assuntos relacionados a política, para os alunos em sala de aula. Assim, a longo prazo, o eleitorado brasileiro será formado por cada vez mais jovens protagonistas do cenário político brasileiro.